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Conceito logosófico de “vontade”

Fundação Logosófica - Em prol da superação humana

Publicado em: 16/06/2021

Da Coletânea da Revista Logosofia  2

A palavra vontade é uma das mais utilizadas para exprimir a conduta que cada um adota diante dos problemas que se lhe apresentam ou das circunstâncias que, num sentido ou noutro, o levam a agir. Esta palavra é também a que goza, por assim dizer, de um raro prestígio no léxico da moral corrente. Entretanto, quantos são os que realmente possuem vontade e governam por si mesmos sua vida física e espiritual?

Quem não conheça como atuam os pensamentos e não saiba diferenciar os alheios dos próprios não poderá, a nosso juízo, alegar que é dono de si mesmo e, por conseguinte, de sua vontade, já que o governo de sua mente será sempre compartilhado – e não iríamos muito longe se disséssemos que totalmente exercido, em alguns casos – por pensamentos que não são seus.

Para ser efetivamente dono da vontade, é necessário primeiro ser dono da própria mente. O exemplo mais claro que se pode apresentar a este respeito é o de uma casa com seus moradores e com os que a frequentam, parentes, amigos, etc. O dono da casa é quem permite a entrada e a permanência destes, e cuida para que nela reinem o bem-estar e a harmonia.

De modo algum admitiria que qualquer recém-chegado tomasse a batuta e dispusesse segundo seu capricho os lugares, móveis, valores, etc, nela existentes. Como se vê, na vida corrente ninguém toleraria uma situação semelhante, porém, no que concerne à sua “casa mental”, quase todos a toleram, e até com certa complacência.

Muitos vivem submetidos a verdadeiras tiranias impostas por sugestões derivadas do ambiente, confundindo os ditames de qualquer um desses hóspedes (pensamentos alheios), quase sempre indesejáveis, com atuações provenientes de uma vontade cuja firmeza apregoam com ênfase a cada passo. Às vezes, essas tiranias provêm do “que os outros vão dizer”, terrível bloqueio moral que oprime o livre-arbítrio no sentido da responsabilidade individual.

Quando é que um homem dá mostras de realmente possuir vontade? Quando todas as suas palavras e atos estão vinculados e harmonizados entre si e não há interrupções, incongruências, contradições ou, simplesmente, elementos perturbadores dentro do conjunto de atividades e pensamentos que constituem sua vida.

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