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Edição 153
AMIC

Jeito Sônia de liderar

Texto Rejane Martins Pires
Foto(s) Kauã Veronese

Publicado em 20/08/2021


À frente da Amic até 2023, Sônia Splenger Xavier defende um amplo trabalho focado no empreendedorismo feminino, incluindo capacitação financeira e digital para mulheres 

Sônia Splenger Xavier é educadora. Há 30 anos tem sua própria escola. Como empreendedora, sempre defendeu o associativismo. Tanto é que foi uma das fundadoras da Associação de Escolas Particulares de Cascavel, depois transformada em sindicato. 

Sua história com a Amic veio mais tarde. A filha, estudante de Direito, começou um estágio na entidade e a apresentou em pormenores à mãe. Com um empurrãozinho de uma consultora, associou-se. “Como minha mãe também morava ao lado do antigo prédio da Amic, eu acompanhei todo o processo. Mesmo de longe, observava tudo”, conta.

Participante ativa, não perdia nenhum evento. “Tudo o que a entidade oferecia eu fazia. Congressos, seminários, viagens, eu estava sempre junto. Isso me aproximou ainda mais da associação”, afirma. Há cinco anos, foi indicada a participar do Conselho Fiscal. No ano seguinte, veio a vice-presidência na gestão de Sandro Viapiana. “Eu não esperava este convite. Precisei pensar e discutir com a família. Queria ajudar a entidade, mas participando de algum conselho somente. O cargo de vice já era uma responsabilidade a mais”, frisa.

Não deu outra. A família, sabendo de sua vocação e liderança, não só apoiou como quase determinou que assumisse. Resumo: com a saída do Sandro, quem assume a presidência? Sônia, a primeira mulher no cargo em 37 anos de entidade. “O que me levou a continuar? A obra da nova sede. Como toda a diretoria estava envolvida, uma ruptura poderia colocar em risco o andamento do projeto. Aceitei este desafio para concluir a obra”, diz.

Num primeiro momento, disse que sua gestão seria baseada naquilo que tinha aprendido, ou seja, faria do jeito do seu antecessor. “No dia 01 de fevereiro de 2021 assumiu e, pelas demandas que começaram a surgir, refletiu: ´Vai ser do meu jeito. Agora sou eu`”. Dito e feito. O jeito Sônia de liderar se espalhou entre associados e colaboradores de uma maneira muito natural. “Eu gosto de valorizar o ser humano. Cultivo a empatia. Me coloco no lugar do outro. Ouço todos e depois tomo a decisão, baseada nos fatos, naquilo que é o viável, no que é o melhor”, diz.
 

EMPREENDEDORISMO FEMININO
Embora existam muitas similaridades entre homens e mulheres na hora de empreender, há também muitas diferenças que merecem atenção. Entre as diferenças está a ausência de exemplos e mentores, pois a maioria dos cases de negócios de sucesso são de homens empreendedores. A falta de acesso a crédito e a dificuldade em fazer networking (as mulheres participam menos de redes de negócios) são outros pontos que precisam ser avaliados na opinião de Sônia.

Por isso mesmo, um de seus eixos de trabalho está no empreendedorismo feminino. Alguns movimentos neste sentido já estão acontecendo. “Estamos recebendo grupos de mulheres justamente no sentido de apoiá-las, seja através de linhas de financiamento com o Banco da Mulher, ou mesmo de capacitação. Nossa missão é apoiar quem tem vontade de empreender e ajudar a levar seu negócio adiante. Mostrar um caminho”, explica.
 

“Tenho uma corresponsabilidade com todas as mulheres, com o seu negócio, com a sua vida. Vejo a mulher como um todo. Meu papel é puxar a mão de cada uma”


CULTURA DO ASSOCIATIVISMO
A Amic tem 2.500 associados. Cascavel tem 44 mil CNPJs ativos. Como explicar esta dificuldade de praticar o associativismo? Para Sônia, é comportamental mesmo. “Penso que é comodismo. Hoje em dia há muitas ferramentas na internet e, se a pessoa não tem perfil de se envolver, acaba ficando restrita aquilo. Acha que pode tudo sozinha”, diz.

Porém, associativismo não é isso. É muito mais amplo. “É diferente de você estabelecer uma relação com seu celular. É um movimento de busca de conhecimento, de interação, de construção de relações interpessoais e de crescimento constante. É nisso que eu acredito”, explica.

Entra aí o papel do líder empreendedor e o compromisso com seus liderados. “Eu tenho uma responsabilidade muito grande. Vou dar o máximo de mim para ter uma gestão coerente e transparente, honrando toda a história da Amic até aqui, pois muitas pessoas sonharam e planejaram tudo isso. Agora, é trabalhar”.
 

“A Amic é uma entidade parceira da sociedade, braço direito do pequeno e microempreendedor”

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