Poeme-se

Julio Szymanski | Cascavel
Neblina

*Hermann Hesse


Estranho é caminhar na densa névoa:
Solitária está cada planta ou pedra,
Nenhum arbusto enxerga o seu vizinho,
Cada um está só.

Cheio de amigos era, para mim, o mundo
Quando luminosa ‘inda era minha vida
Agora, que a névoa caiu
Ninguém mais é visível

Não é deveras um sábio
Quem não conhece a escuridão
Que, suavemente, nos separa
De tudo inexorável

Estranho é caminhar na densa névoa:
Viver é estar solitário
Entre gente que se ignora
Todos estamos sós!
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