Poeme-se

Foto: Julio Szymanski - Poema: Linha contemporânea
Andamos em círculos. Andamos em ciclos. Andamos cegados pela busca ao vazio. Ao sentido único imposto. Esquecemo-nos de olhar.  Ah, mero devaneio! 
Olhar a que ou a quem, se este hábito já não nos habita? Preferimos a insegurança de olhares frívolos em de vez de mirar em direções afetuosas. Temos medo de sentir. Temos medo de amar, de fazer amor. Temos medo de fazer amor com nosso olhar, com nossos sorrisos, com nossos toques. Temos medo de nos deixar acarinhar pelo outro. Onde esta seu humano eu? Onde esta seu sentir? O tempo escorre pela ampulheta. Marca seu rosto. Desenha seus sulcos. E você esquece-se de você. Esquece-se de mim. Esquece-se de nós. E fica a vagar sem rumo próprio, com um destino escolhido. Permita-se sentir mais uma vez, apenas uma, como se fosse a última. Permita-se amar, tocar, olhar, sorrir e enfim poderá dizer que um dia você viveu. Paz.

Ana Minski  

 
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